A IA não substitui a sua leitura do contrato, mas encurta o caminho até os pontos que merecem atenção. O segredo está em dar contexto, pedir um formato de resposta e conferir tudo o que ela apontar.
1. Tire os dados que identificam o cliente
Antes de colar o contrato, troque nomes, CPF, CNPJ, endereços e valores sensíveis por marcadores como [CONTRATANTE] e [VALOR]. Isso reduz o risco de expor dados pessoais e não atrapalha a análise das cláusulas.
2. Diga quem você representa e o que importa
A mesma cláusula pode ser boa para uma parte e ruim para a outra. Comece o pedido assim:
Sou advogado da contratante em um contrato de prestação de serviços de TI. Revise o contrato abaixo do ponto de vista dela. Prioridades: limitação de responsabilidade, multa por rescisão e propriedade intelectual.
3. Peça a resposta em uma tabela
Pedir um formato fixo facilita a conferência. Por exemplo: "Responda em tabela com as colunas cláusula, risco para a contratante, sugestão de redação e grau de prioridade (alta, média, baixa)".
4. Confira cada apontamento no texto original
Leia a cláusula citada antes de aceitar a sugestão. A IA pode errar o número da cláusula, misturar trechos ou citar lei e jurisprudência que não existem. Toda referência legal precisa ser checada na fonte oficial.
5. Guarde o pedido que funcionou
Quando um pedido der bons resultados, salve-o como modelo do escritório. Com o tempo, você terá um roteiro para cada tipo de contrato. No ADV tá ON, as skills para o Claude fazem isso por você: já trazem o contexto, as prioridades e o formato de resposta.